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Vereadores divergem sobre ditadura durante sessão

Por Sidney Azevedo.

Câmara de Vereadores de Joinville
Foto de Mauro Arthur Schlieck

Os 55 anos da tomada do poder pelos militares repercutiu na sessão desta segunda-feira (1º de abril). O primeiro a tocar no assunto foi o vereador Ninfo König (PSB), que afirmou que 31 de março foi “a proclamação da república”, ou a “independência do Brasil”.

König relatou que chegou a sair pela cidade, munido de armas, para defender a democracia do risco de uma ameaça comunista. O vereador destacou editorial publicado em 1964 pelo jornal O Globo, que afirmava que o país estava retomando a democracia.

Lioilson Corrêa (PSC) questionou as declarações de Ninfo. O vereador observou que O Globo, à época, estava comprometido com a consolidação do golpe militar. “Que democracia é essa em que o cidadão fica alheio à decisão de qual será o presidente?”, perguntou o parlamentar, que observou que foram 25 anos sem votação direta.

James Schroeder (PDT) observou que o presidente João Goulart – citado nas declarações de Ninfo como “fraco” – foi derrubado por dois motivos. O primeiro seria propor uma reforma agrária que redistribuiria a terra para os pequenos agricultores, em modelo similar ao que se desenvolveu nos estados do sul.A segunda razão da queda de Goulart, observou Schroeder, foi a proposição de um modelo em que o capital externo fosse solidário ao nacional.

Schroeder afirmou que esperava que a discussão levantada sobre 1964 seja útil para que os jovens possam debater esse tema.

Richard Harrison (MDB) disse que sentiu, quando entrou na Polícia Militar, os resquícios da ditadura quando se determinavam a perseguição de sindicatos, que lutavam pelos seus direitos, em razão da formação que existiam nos primeiros anos.

Animais

Ana Rita (Pros) repudiou a decisão do STF pela constitucionalidade do sacrifício de animais em rituais de religiões de matriz africana. A parlamentar classificou o ato como uma crueldade e pediu apoio de outros vereadores para que uma moção de repúdio de sua autoria seja encaminhada ao Tribunal.

Tânia Larson (SD) lamenta o abatimento de um cão considerado perigoso neste final de semanal. A vereadora pede apoio dos demais vereadores para a análise do PLC 10/2019, que regula a posse de cães considerados perigosos. A parlamentar também pediu a Jalmei Duarte a reserva de um terreno para que esses animais sejam tratados à parte, em razão de sua periculosidade.

Calçada

Pelé (PR) destacou mobilização que realizou para viabilizar a construção de calçada margeando o Caic Desembargador Francisco José Oliveira, no bairro Comasa, levando representantes de secretarias municipais para conhecer os riscos à segurança dos alunos que caminham na região. Entre as ações, o vereador sugeriu a instalação de uma lombofaixa.

Região Metropolitana

Odir Nunes (PSDB) criticou posicionamento do prefeito Udo Döhler (MDB) em relação ao estabelecimento da região metropolitana. Conforme o parlamentar, Döhler pediu, em outro momento, o arquivamento de projeto que tramitava na Alesc, de autoria do governo do estado. Na semana passada, o prefeito declarou interesse em retomar a proposta de uma região metropolitana, principalmente com fins de melhorias de mobilidade.

Autismo

Claudio Aragão (MDB) destaca que a Câmara fará parte da campanha da 1ª semana do autismo em Joinville, cuja abertura ocorreu na noite desta segunda (1º de abril). “Às vezes a gente olha para o autista, mas não considera os pais do autista”, destacou o presidente, que observou que a campanha é necessária. Além dele, os vereadores Iracema Bento (PSB) e Jaime Evaristo e Lioilson Corrêa (ambos do PSC) destacaram a campanha.


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