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Empresas planejam campanha por respeito a deficientes em ônibus

Por Sidney Azevedo.

Nos próximos dias uma campanha de conscientização para que haja maior respeito às pessoas com deficiência nos ônibus do transporte coletivo de Joinville deverá estar em circulação

A informação foi dada por representantes das empresas de transporte coletivo ao final de reunião realizada pela Comissão de Urbanismo na tarde desta terça-feira (12) em que o Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Comde) apresentou demandas quanto ao serviço do Transporte Eficiente.

Entre as principais demandas apresentadas pelo Comde estavam a climatização dos ônibus que prestam o serviço e a inclusão das pessoas com deficiência no transporte normal de funcionários para empresas.

O diretor da Gidion, Alcides Bertoli, explicou que a frota se renova de tempos em tempos e que os novos ônibus devem vir com ar condicionado e destacou a aquisição recente de três ônibus novos para a frota do serviço.

Bertoli explicou que o Transporte Eficiente é realizado com 12 veículos, havendo dois que ficam de reserva. Conforme ele, os ônibus do serviço percorrem mais de 12 mil quilômetros por mês. No site da Gidion a informação é de que há mais de 740 usuários cadastrados para uso do serviço. Conforme a página da Transtusa, a outra empresa que opera no sistema de transporte coletivo, são seis os ônibus que fazem o serviço do Transporte Eficiente.

Trabalho

Quanto ao transporte para o trabalho, são três destinados ao transporte de pessoas com deficiência. Entre os deficientes trabalhadores, a maioria se desloca para a Whirlpool e a Vega do Sul, conforme Bertoli.

Farias pontuou que o uso de ônibus como esses leva à segregação das pessoas com deficiência, que por vezes não vão para o trabalho com outros colegas de trabalho.

Conforme observação dos vereadores Maurício Peixer (PR) e Odir Nunes (PSDB), esse tipo de transporte, via fretamento, é contratado pelas empresas e isso resulta em uma situação de contrato privado, na qual o poder público teria pouca ingerência, precisando de uma determinação em nível federal.

Nunes pontuou inclusive a necessidade de uma alteração em lei federal, pelo Congresso, para assegurar como dever da empresa que contratar a pessoa com deficiência a responsabilidade pelo seu transporte.

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