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Vereadores e diretores de UFSC, Udesc e IFSC debatem bloqueio de verbas

Por Marina Bosio.

Câmara de Vereadores de Joinville
Foto de Mauro Arthur Schlieck

A Comissão de Educação debateu nesta quarta-feira (22) o bloqueio de verbas para a educação superior. Estudantes e diretores dos campi de Joinville das universidades federal e estadual de Santa Catarina (UFSC e Udesc, respectivamente) e do Instituto Federal de SC (IFSC) estavam na reunião. A comissão vai propor uma moção, pedindo ao Ministério da Educação que reveja a decisão do bloqueio de verbas. Em abril, a CVJ já havia aprovado uma moção de apoio à Udesc, pedindo ao governo estadual que reveja a redução do duodécimo usado no planejamento da universidade.

De acordo com a diretora do campus da UFSC, Cátia Carvalho Pinto, o bloqueio atinge as verbas de custeio da universidade, que em 2018 foram de R$ 171 milhões. Estão bloqueados R$ 60 milhões do orçamento de custeio previsto para 2019.

A diretora enfatizou que a UFSC é responsável por 80% das pesquisas científicas realizadas em Santa Catarina. “Não podemos aceitar que as universidades sejam classificadas como antros de balburdia, essa visão de forma nenhuma corresponde à realidade”, disse. Ela ainda afirmou que não procede a ideia de que a UFSC tem apenas alunos de classe alta, lembrando que muitos alunos necessitam das bolsas de permanência.

O diretor do campus do IFSC, Valter Vander de Oliveira, apresentou os números do bloqueio de verbas na instituição. O orçamento 2019 prevê R$ 78,3 milhões, dos quais R$ 23,5 estão bloqueados. No campus Joinville, o orçamento é de R$ 3,2 milhões, com R$ 1,17 milhão bloqueados.

Os impactos, segundo Valter, serão falta de insumos para as aulas, falta de pagamento de contratos, descontinuidade de projetos de pesquisa, bolsas de pesquisa, entre outros. “Estamos indo na direção contrária da que deveríamos, deixando de investir na educação”, lamentou.

O diretor do campus da Udesc, José Fernando Fragalli, afirmou que, na rede de ensino superior estadual, os impactos não são diretos, já que no governo estadual, o corte de verba ainda é apenas uma proposta. Entretanto, segundo ele, seriam R$ 42 milhões a menos se corte se concretizar. “O campus de Joinville contribui muito para a economia da cidade e do estado, já que está na ponta na formação dos engenheiros que trabalham na indústria”, lembrou. Ele apelou para que o governo do estado se sensibilize e recue na proposta de cortes.

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